domingo, 4 de novembro de 2012

Pequena vida

E então vem o canto da amargura
Na incerteza da escuridão
Solitária a estrela que não brilha
Desperta o desejo de poder
A noite escura, clara e cantante
Traz em devaneios o olhar do passado
Do doce e quente suspiro
Num dia quente de inverno
Na noite escura de verão
O canto dos pássaros
Dispersam a ternura do inconveniente
Do estar e longe permanecer
Do longe viver e perto compadecer
Na lua cheia no horizonte
Com o novo ciclo retomado
No sofrimento de tudo o que é desolado
E na quietude de um campo
O lamentar de um andante
Na incerteza do vago destino
E no despertar do sol matino
Vem a amargura dos devaneios passados
De um canto surrado
De uma esperança perdida
Na sofreguidão de uma pequena vida.


sábado, 3 de novembro de 2012

Projeto Gota D'água

Bom dia pessoa!

Hoje vim pedir a ajuda de todos vocês.

O caso está em discussão e até agora as obras continuam sem levar em conta fatores que podem trazer sérios riscos futuros ao local. A gravidade da obra futuramente não é 100% conhecida. Mas sabe-se que haverá danos, principalmente ecológicos na região. A região não irá conseguir se manter com os padrões atuais e não há indicações de que todos os indivíduos presentes conseguiram se manter depois. Temos ainda as populações indígenas e ribeirinhas que não estão preparadas para sair do local e tentar a vida numa cidade. Sabemos também que com o avanço da ciência, fica claro que energia 100% limpa em grande escala não existe. Mesclar nossa matriz energética é fundamental para contrabalançar os danos.

Por isso eu apoio e já assinei: movimentogotadagua.com.br

Conto com vocês para abraçar a causa também.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Meu menino...

Eu ainda lembro da primeira vez que vi seu olhar
Aquele lindo sorriso infantil
O brilho nos olhos por conhecer algo novo
Lembro de como gostava de perguntar como era
E quão longe era uma cidade da outra
Lembro da sua risada, livre e leve
Risonho e contente eu te via todos os dias
Sweet, eu te amo mesmo depois de todo esse tempo
Não esqueci de você e não esquecerei
Se por ventura tivemos que nos separar
Foi porque Ele preferiu assim.
Meu menino é um lindo rapaz agora
E eu ainda lembro de você descalço
Comendo sorvete em pleno inverno.
Te amei desde o primeiro dia
Milhas podem nos manter afastados
A vida pode ter nos feito dizer: Adeus
Mas lembro do seu lindo sorriso inocente
De todas as conquistas
E do medo em seus olhos de um dia ficar sozinho
Seria tão bom se estivéssemos juntos hoje
Eu não esqueci o quão especial esse dia é
Eu passei o dia relembrando sua risada
E pensando que não importa o quanto, sempre será o meu menino...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Bom dia!

Aproveitem a vida. Amem a cada coisa que fazem de vocês melhores! Amem cada pedacinho que faz você sorrir.
Essa é a minha razão. E a sua? Já sabe porque ama realmente algo?

Eu amo pela simples razão de ser diferente. Não sei por que ou como começou. Eu amo a singularidade e a existência de simplesmente ser único.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

QUERIDO 15 DE OUTUBRO

Eu tinha uns 3 ou 4 anos quando eu comecei a me apaixonar por aquelas letras desenhadas que todo os adultos escreviam. Era mágico! Então, tentei escrever meu nome, lembro de usar giz de cera e escrever tudo torto. Mas para mim, aquilo era uma obra de arte, minha primeira professora ( minha mãe) escreveu o meu nome para que eu copiasse. E elogiou como havia ficado lindo aquele rabisco. Ela também achava que era uma obra digna de Galerias. Lembro do sorriso.
Aos 5 com quase 6 anos, entrei na escola, e minha professora, ainda lembro o nome Marli Gomes (impossível esquecer), me ensinou a fazer todas aquelas letras que eu via como desenhos. Ensinou a contar. E foi uma das primeiras pessoas que me escutou ler juntando silaba por sílaba. Eu es-ta-va len-do. E aquele marco foi incrível.
Também não posso esquecer da minha amiga bibliotecária Alzira, que me ajudou a fazer uma ficha na biblioteca municipal e a escolher livros quando eu tinha apenas 8 anos. Havia tardes que eu ficava na companhia dela lendo numa sala pequena.
Quando me dei conta estava terminando a famosa 4ª série, pronta para começar a estudar no lado “grande” da escola. Lá, havia professores maravilhosos, fui ao meu primeiro encontro de estudantes de matemática. A minha professora, me dava muito apoio, era baixinha, cabelinho curto, e briguenta com quem não prestava muita atenção.
Então, me mudei de escola duas vezes, e conheci inúmeros professores maravilhosos, e todos eles tinham um brilho no olhar quando eu consegui superar um desafio, ou trazia uma ideia nova, ou simplesmente escrevia um texto “bonitinho” para o jornal da escola.
Comecei a estudar sobre vinho e ali o mundo se abriu de uma forma peculiar aos meus olhos, porque eles ( os professores) sabiam tanta coisa, tinham tanta informação, e aguentavam aquele bando de adolescentes que não sabiam o que realmente estavam fazendo. Nessa época, eu passei a ver meus mestres como amigos. E ainda posso ter uma boa conversa quando os vejo.
Na faculdade embora diferente, é quase o mesmo. Continuo vendo o brilho nos olhos de muitos professores, quando um aluno participa, quando surge uma pergunta que ninguém responde. E vejo uma sombra quando observam que há pessoas que não se importam. Independente do quanto eles se esforcem para dar uma boa aula, ou o quanto tentem chamar atenção para coisas que ás vezes parecem banais, mas que são perfeitas.
Hoje, ninguém me ensina a juntas silabas, a somar 1 + 1. Eles me ensinam a pensar. Me ensinam que o mundo é um novelo de lã, e que muitas vezes é necessário perder algum tempo desatando um nó que parece pequeno, mas que prende todo o resto do fio. Quando desata o nó, vê que é enorme e possível de se fazer muita coisa.
E hoje, nesse querido dia 15 de outubro, eu só posso agradecer por tudo o que me ensinaram da forma mais singela e mais importante de aprendizado: escrevendo. Aprendi a amar isso lá na infância, e essa ideia foi crescendo e se tornando tão forte que hoje é parte de mim. E por esse motivo, vocês também são. Obrigada por estarem lá quando precisei, obrigada pelo incentivo e por acreditarem quando nem eu acreditava. Obrigada pelo estimulo. E por fazer parte da minha história.
Meu queridos mestres,
feliz dia do professor.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cores

Hoje quando olhei para o céu eu percebi
que sinto falta das cores
Sinto falta do cheiro e do gosto delas
O céu era azul e de repente já estava cinza
Então, me lembrei de como eram as folhas no outono
E do cheiro que vem nessa época
Sinto falta do toque do vermelho
Quente e macio
E o afago que o alaranjado e amarelo trazem na primavera
Sinto falta dos sentidos das cores
De vê-las como singularidades
De desejá-las como milagres
Sinto falta do sorriso que o verde me trazia.
E do aconchego do rosa
É tudo tão rápido hoje em dia, tudo passa num borrão branco
Sinto falta de como eu cantava as cores
E de como preenchia uma vida com todas elas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Fechando o dia

Boa noite pessoal!

Para fechar o dia, só tenho uma coisa a dizer:
É incrível como algumas coisas não mudam mesmo o tempo tendo passado. O ser humano é tão incrível e o sentimento é tão universal que não importa o que tenha acontecido. Quando se tem o sentimento de verdade, passa um mês, 6 meses e nada muda. Você continua mantendo o afeto pelas outras pessoas. O ser humano é incrível!

Boa noite! Beijão

De joelhos

Chegou a manhã e estou aqui de joelhos
Arranque essa tristeza de mim
Eu grito com toda a força dos meus pulmões
Oh, por favor me mantenha firme, não me deixe cometer os mesmos erros
Eu tenho que continuar a caminhar
E seguir em frente
E se eu cair de joelhos, implorando por uma vez mais
Eu desejo que seja capaz de levantar
E seguir adiante
Eu não poderia receber uma segunda chance
Mas eu imploraria para não cair novamente
E em todas as manhãs, eu estaria de joelhos
E em todas as tardes tentaria novamente
Sempre passo a passo
Sempre tentando
E se eu cair de joelhos, se eu implorar por uma vez mais
Eu espero conseguir mais dias e mais semanas
Eu não poderia implorar para voltar ao passado
Eu receberia as mesmas razões
E cometeria os mesmos erros
Se eu pudesse voltar eu faria o meu melhor,
Mas sei que sempre faria os mesmos erros
Eu gritaria com toda a força dos meus pulmões
Aqui estou eu esperando ser forte o suficiente para não cometê-los novamente.
Chegou a manhã e eu estou aqui de joelhos
Gritando com todas as forças