domingo, 4 de novembro de 2012

Pequena vida

E então vem o canto da amargura
Na incerteza da escuridão
Solitária a estrela que não brilha
Desperta o desejo de poder
A noite escura, clara e cantante
Traz em devaneios o olhar do passado
Do doce e quente suspiro
Num dia quente de inverno
Na noite escura de verão
O canto dos pássaros
Dispersam a ternura do inconveniente
Do estar e longe permanecer
Do longe viver e perto compadecer
Na lua cheia no horizonte
Com o novo ciclo retomado
No sofrimento de tudo o que é desolado
E na quietude de um campo
O lamentar de um andante
Na incerteza do vago destino
E no despertar do sol matino
Vem a amargura dos devaneios passados
De um canto surrado
De uma esperança perdida
Na sofreguidão de uma pequena vida.


Nenhum comentário:

Postar um comentário