domingo, 18 de novembro de 2012

Finais de tarde

Não são nem 6 pm no lugar que você está agora
E todo essa distância nos separando
E todo esse mundo girando contra nós
A semana foi difícil eu sei
Exausto de todas aquelas coisas
Ainda pensa em mim nos finais da tarde?
Depois de tudo o que vimos
E todos os adeus que tivemos que dizer
Todas as milhas que corremos.
Depois de todos os sonhos que construímos
Voltamos ao mesmo lugar
Ao ponto de partida, onde um dia gritamos que nunca mais iríamos voltar
Ás vezes as lágrimas caem, lembrando das tardes quentes ao sol
E eu confesso que muitas vezes eu daria tudo para voltar
Mas sempre que estou quase retornando
Eu penso se ainda pensa em mim nos finais de tarde.
Naqueles dias cansados após o trabalho.
Naqueles longos sorrisos de olá
Após longas conversas chatas
Eu adoraria que você ainda pensasse em mim.
Eu daria tudo para poder voltar
E dizer o quanto eu pensava em você
E diria tudo o que eu realmente teria dado
Para ter você
Sempre aos meus olhos
E lhe diria tudo o que dei
E confessaria que ainda imagino que você pensa nos finais de tarde em mim.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O ponto de vista de um pessimista

Eu tava sentado no banco imundo da praça. Aquelas pombas fazendo os barulhos estranhos com umas velhinhas que achavam engraçado aqueles bichos comerem. Euforia ridiculamente velha e estúpida. Tinha acabado de perder meu ex-maldito emprego. E o sol estava torrando a minha testa. Eu escutava o barulho dos carros e me lembrava de como havia sido tolo ao acreditar que a minha ex-esposa iria querer um divórcio fácil.

E agora, lá estava eu, num banco imundo, com a testa torrada, o cigarro aceso na mão, desempregado e sem um tostão no bolso. O advogado dela não deu a menor chance. Eu era um vagabundo. Teria sorte se quando voltasse para casa ela ainda estivesse lá. E com toda essa violência teria sorte se conseguisse voltar. Caminhei pela praça torcendo para nenhuma pomba fazer merda na minha cabeça. Fui para onde havia estacionado o carro e ele não estava lá. Ou roubaram ou guincharam. Não seria a primeira vez que aconteceria. Esse mundo estava sem juízo, sem jeito, sem coragem. Eu mesmo estava sem juízo perfeito, sem jeito e coragem de seguir a vida em frente, e isso não é algo que se encontre na feira para comprar. E assim, eu entendia aquele patético pequeno mundo.


Peguei o ônibus. Lotado. Só tinha gente emburrada, feia, cansada e suada. Era reclamação para todos os lados: " o governo isso...", "meu salário aquilo...", "imposto daquele...", "filhos que fazem disso...". Pessoas arrogantes. Ao menos vocês tem do que derramar. Acabei de usar provavelmente os últimos centavos para subir naquele ônibus e estava indo para uma casa que eu não sabia até quando seria minha. Ora, e nem era motivo para me olhar torto só porque eu estava de terno num ônibus cheio de gente fedida, cansada no final do dia. Cansada da semana. A maioria escolhe a sexta-feira para demitir os funcionários. Ainda não entendi o porque. Mas até onde sei todo mundo sabe...

Aquele ônibus era um sobe e desce medonho. Um para e arranca dos deuses. Deus me acuda se eu conseguir chegar em casa ainda hoje. Com todo esse para e vai, deve estar poluindo três planetas Terra. Não me admira que eu ainda esteja vivo, se estivesse lá fora estaria respirando a fumaça desse ônibus velho e o cheiro dessa gente cansada. É... Se eu estivesse lá fora agora, seria um moribundo, divorciado, desempregado cheirando fumaça e gente.

Estaria melhor se tivesse um cão. Mas ainda teria que limpar as merdas que ele faz, e ter que comprar comida. E se eu não tivesse desempregado, deixaria de fazer mais coisas para comprar coisas para o maldito cachorro que graças a Deus eu não tenho. Ração, é vacina, mais ração, vacina, móveis e sapatos destroçados. E com esses impostos...

Então, seria melhor ter um filho. Não, não seria. Mas eu primeiro teria que ter uma mulher, que agora, não tenho. Uma casa, que não sei até quando será minha. E se eu tivesse um filho gastaria muito dinheiro com ele e com a maldita da minha ex-esposa que me levou tudo o que tenho. E então, estaria lá fora sendo um vagabundo, desempregado, divorciado pai de um filho sem um puto no bolso cheirando a fumaça nojenta desse maldito ônibus.

Acho que seria bom eu viajar. Mas se eu tivesse dinheiro, porque estou desempregado e minha ex-esposa vai levar até o que eu não tenho. Não tenho um puto no bolso nem para mais um passagem num maldito ônibus.

Acho que então eu deveria morar com meus pais. Mas se eu morasse com eles teria que dar satisfações novamente e explicar porque a minha ex-esposa me deixou e porque meu chefe me despediu numa sexta feira e porque cargas não achei meu carro para voltar para casa. Isso se eu ainda tiver casa.

Acho que vou me matar... Aí sim, se eu me matar talvez eu ainda descole o meu seguro de vida. Ah, mas não! Minha ex-esposa vai ficar com ele. Vai curtir minha grana com o sacana do meu chefe e resmungar para ele que eu era muito resmungão e pessimista.

Nunca tive sorte com as mulheres, elas sempre achavam que eu reclamava demais. Mas eu não reclamo... Só falo a verdade, eu nunca tive sorte com uma mulher que me amasse de verdade. Mas se eu tivesse tido a sorte estaria muito mais ferrado do que agora, porque estaria sem dinheiro, sem carro, mulher, casa e sem vontade de fazer nada. Com provavelmente um cão e um filho babando nas minhas coxas e sem um lugar para ficar.

Acho que prefiro ficar na merda sozinho do que estar na merda com uma mulher como a minha péssima ex-esposa. Porque é óbvio, que eu não acho defeito em nada e não reclamo da minha ridícula pequena, falha vida.

É isso... fico nessa merda sozinho.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

fé inabalável

Vagando por pensamentos percebi no que você se transformou.
Todas as crenças e toda a fé que você depositava nela
Lhe fizeram tão fraco, tão sofrido e derrotado.
Buscando encontrar um sorriso verdadeiro que nunca irá vir.
Buscando encontrar um coração que sempre lhe diga "Olá"
Desejando apenas alguém que nunca vá.

Sua fé lhe deu força e lhe arrebentou por dentro
A contradição em sua mente acaba invadindo seu coração
Você acredita que ainda seja possível
E busca essa possibilidade
Mas duvida que exista alguém que possa compartilhar isso
Ser sincero quanto a isso

Vagando por pensamentos percebi o quanto ela lhe fez feliz
e o mudou
Olhos brilhantes como o luar numa noite de primavera
Cálidos e tristes vagam hoje, nessa nevasca de inverno

Você ainda espera um "olá"
Mas não arrisca mais tentar
Completa seu coração com ocupações vãs
e mente diariamente para si mesmo
dizendo que um dia tudo vai mudar

Não aprendeu o quanto o amor pode destruir e ao mesmo tempo ensinar?
Ela devia ter te feito forte querido
Deveria ter lhe mostrado o caminho
as percepções por ter que deixar
Os sorrisos por apenas, manter
Intacto uma risada numa noite quieta perto do lago

Você deveria ter sido forte querido
Não deveria ter se entregado na angústia da dúvida de que não existe alguém que vale a pena

Basta apenas deixar de tentar procurar
Ela sabia que sempre estava do seu lado
Ela libertou sua alma para que você pudesse enxergar
Não deixe que sua descrença nas pessoas abale a sua fé.

Fique firme, fique sóbrio, fique sorrindo.
Porque a cada minuto da sua vida que aproveita
realmente desejando e acreditando e buscando
Algo que hoje acha ser impossível
Cada segundo desse é sagrado.
E você então... Se transforma.

domingo, 4 de novembro de 2012

Pequena vida

E então vem o canto da amargura
Na incerteza da escuridão
Solitária a estrela que não brilha
Desperta o desejo de poder
A noite escura, clara e cantante
Traz em devaneios o olhar do passado
Do doce e quente suspiro
Num dia quente de inverno
Na noite escura de verão
O canto dos pássaros
Dispersam a ternura do inconveniente
Do estar e longe permanecer
Do longe viver e perto compadecer
Na lua cheia no horizonte
Com o novo ciclo retomado
No sofrimento de tudo o que é desolado
E na quietude de um campo
O lamentar de um andante
Na incerteza do vago destino
E no despertar do sol matino
Vem a amargura dos devaneios passados
De um canto surrado
De uma esperança perdida
Na sofreguidão de uma pequena vida.


sábado, 3 de novembro de 2012

Projeto Gota D'água

Bom dia pessoa!

Hoje vim pedir a ajuda de todos vocês.

O caso está em discussão e até agora as obras continuam sem levar em conta fatores que podem trazer sérios riscos futuros ao local. A gravidade da obra futuramente não é 100% conhecida. Mas sabe-se que haverá danos, principalmente ecológicos na região. A região não irá conseguir se manter com os padrões atuais e não há indicações de que todos os indivíduos presentes conseguiram se manter depois. Temos ainda as populações indígenas e ribeirinhas que não estão preparadas para sair do local e tentar a vida numa cidade. Sabemos também que com o avanço da ciência, fica claro que energia 100% limpa em grande escala não existe. Mesclar nossa matriz energética é fundamental para contrabalançar os danos.

Por isso eu apoio e já assinei: movimentogotadagua.com.br

Conto com vocês para abraçar a causa também.