terça-feira, 11 de abril de 2017
"... eu realmente não posso te prometer estar aqui pra sempre, e te fazer feliz a todo momento. Mas aqui estamos nós, e eu te prometo te fazer feliz agora, e olhar nos teus olhos agora, e afagar teu cabelo agora, e te amar com todas as forças agora, e não te deixar agora. Porque o agora é tudo o que nós temos, e eu quero estar agora com você, fazendo de cada agora nossa eternidade."
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Você não sabe
Imagino-me parada na frente da sua casa. Encarando o jardim roxo e verde de verão, tentando reunir coragem para dar o primeiro passo. Mas imóvel eu estou. Então, imagino que estou subindo, cruzando o jardim pelas frutas quase maduras pelo calor. Visualizo que estou parada à porta e levanto a mão.
Eu ainda desejo ter dado o primeiro passo e ter cruzado o jardim. Mas não consegui. Ao invés, fiquei calada e imóvel. Sinceramente, culpo-o pelo o que passou. Para mim era sua culpa termos virado às costas. Você só precisava me dizer o quão importante eu era para você. Mas tudo o que você fez, foi me deixar pensar que não éramos suficientes. Odiei você quando saiu. Fiquei brava quando você pareceu não se importar, quando não lutou...
Não entendi você, porque eu nunca soube. E hoje, embora eu tente entender, ainda fico zangada com você. E tudo o que eu desejo é ter batido na sua porta e gritado o porque você deixou isso acontecer. Porque nunca me disse o quanto me amava e que eu bastava. Devia ter exigido saber porque me deixou ir. Mas eu não bati na porta e nunca perguntei a você. Nunca disse que o culpava por não ter lutado. Nunca disse que me zanguei quando você falou tempos depois que ainda me amava. Eu nunca disse. E você não sabe. Você não sabe...
Eu ainda desejo ter dado o primeiro passo e ter cruzado o jardim. Mas não consegui. Ao invés, fiquei calada e imóvel. Sinceramente, culpo-o pelo o que passou. Para mim era sua culpa termos virado às costas. Você só precisava me dizer o quão importante eu era para você. Mas tudo o que você fez, foi me deixar pensar que não éramos suficientes. Odiei você quando saiu. Fiquei brava quando você pareceu não se importar, quando não lutou...
Não entendi você, porque eu nunca soube. E hoje, embora eu tente entender, ainda fico zangada com você. E tudo o que eu desejo é ter batido na sua porta e gritado o porque você deixou isso acontecer. Porque nunca me disse o quanto me amava e que eu bastava. Devia ter exigido saber porque me deixou ir. Mas eu não bati na porta e nunca perguntei a você. Nunca disse que o culpava por não ter lutado. Nunca disse que me zanguei quando você falou tempos depois que ainda me amava. Eu nunca disse. E você não sabe. Você não sabe...
sábado, 1 de outubro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
O uivo do vento
Ela estava bem. Mesmo sentada no seu escritório podia ver o campo verde rodeado por árvores que ficavam próximo ao prédio. O vento batia na copa das árvores gerando um ronco. Você lembra do som do vento? Do uivo durante as tardes de inverno? Ela pensou. Estava em paz. Sabia no fundo de seu coração que fizera todo o possível, se perdoara. E aquele vento batendo nas copas das altas árvores e o sol tímido tentando passar pelas nuvens, fizeram com que ela visse como a vida é maravilhosa. E grata por poder ouvir o vento e sentir aquele frio vindo do Sul, ela sorriu. Saiu de sua sala, sentiu o sol no rosto, respirou o ar gelado... sentindo-se feliz por estar com a alma tranquila e poder ter mais um dia cheio de perspectivas.
domingo, 19 de junho de 2016
sábado, 16 de janeiro de 2016
Sagrado lugar
Falando em poucas palavras e indo diretamente ao assunto. Sem introduções sobre o tema. Apenas o sentimento de dentro. Pois bem, vou chamar de declaração. Ou melhor meu pensamento. Ou minha nota.
Bem, acho que deve ter um lugar dentro de cada um de nós que é sagrado. Eu pelo menos consigo visitá-lo em alguns momentos, em alguns dias. Ultimamente está se tornando raro. Mas como agora, nesse momento estou nele. No meu lugar secreto, cheio de lembranças e coisas boas e de incertezas e perguntas. Mas ainda assim meu. Nesses momentos consigo fazer um mapa de tudo o que vivi, de todas as escolhas e caminhos que me levaram até aqui, onde estou agora. Como um flash back. Posso ver uma garrafa de vinho branco. Cães nadando no lago. Vejo livros, de todos os tipos e línguas. Sou capaz de ver olhos verdes me encarando. Vejo bolachas de natal. Neve. Uma floresta maravilhosa com espécies Pinaceae na época de reprodução com o vento batendo nas copas e levando nuvens de pólen. Vejo um aeroporto vazio e frio. Uma estrada de volta longa. Vi minha ruína. Vi um recomeço. Mas antes teve solidão, tristeza e mais incerteza. Então passei a ver a fúria e luz. Vi o medo de perto. E o sentido de nada. Como dizem vi o fundo do poço e subi para a luz escalando. E quando achei que não podia ver mais nada. Passei a enxergar um sentido maior. Transcendi ao que eu talvez um dia nem sonhasse. E continuo subindo. E nesses momentos... nesses pequenos momentos em que consigo acessar isso. Consigo enxergar todas as pessoas que me fizeram chegar aqui. A todas as pessoas que ajudei ou magoei. Mas que ainda sim fizeram me chegar aqui. Talvez exista um propósito maior. E eu espero que exista. Mas nesse lugar sagrado em que tenho dentro do meu ser, estão todos aqueles que de alguma forma encontraram-se comigo. E em todas essas pessoas eu penso. E espero o melhor. Que esses momentos de solidão com sua própria alma, sejam uma forma de exaltar todas as pessoas. Pelo menos é o que faço. É como lembro. Do melhor. Das pequenas imagens que talvez não fizessem tanto sentido antigamente. Mas que fazem parte do que eu sou agora. E aqui vai o segredo: eu nunca esqueci. Está tudo nesse lugar secreto e sagrado.
(p.s - perdoem erros eventuais. é limpo sem revisão)
Bem, acho que deve ter um lugar dentro de cada um de nós que é sagrado. Eu pelo menos consigo visitá-lo em alguns momentos, em alguns dias. Ultimamente está se tornando raro. Mas como agora, nesse momento estou nele. No meu lugar secreto, cheio de lembranças e coisas boas e de incertezas e perguntas. Mas ainda assim meu. Nesses momentos consigo fazer um mapa de tudo o que vivi, de todas as escolhas e caminhos que me levaram até aqui, onde estou agora. Como um flash back. Posso ver uma garrafa de vinho branco. Cães nadando no lago. Vejo livros, de todos os tipos e línguas. Sou capaz de ver olhos verdes me encarando. Vejo bolachas de natal. Neve. Uma floresta maravilhosa com espécies Pinaceae na época de reprodução com o vento batendo nas copas e levando nuvens de pólen. Vejo um aeroporto vazio e frio. Uma estrada de volta longa. Vi minha ruína. Vi um recomeço. Mas antes teve solidão, tristeza e mais incerteza. Então passei a ver a fúria e luz. Vi o medo de perto. E o sentido de nada. Como dizem vi o fundo do poço e subi para a luz escalando. E quando achei que não podia ver mais nada. Passei a enxergar um sentido maior. Transcendi ao que eu talvez um dia nem sonhasse. E continuo subindo. E nesses momentos... nesses pequenos momentos em que consigo acessar isso. Consigo enxergar todas as pessoas que me fizeram chegar aqui. A todas as pessoas que ajudei ou magoei. Mas que ainda sim fizeram me chegar aqui. Talvez exista um propósito maior. E eu espero que exista. Mas nesse lugar sagrado em que tenho dentro do meu ser, estão todos aqueles que de alguma forma encontraram-se comigo. E em todas essas pessoas eu penso. E espero o melhor. Que esses momentos de solidão com sua própria alma, sejam uma forma de exaltar todas as pessoas. Pelo menos é o que faço. É como lembro. Do melhor. Das pequenas imagens que talvez não fizessem tanto sentido antigamente. Mas que fazem parte do que eu sou agora. E aqui vai o segredo: eu nunca esqueci. Está tudo nesse lugar secreto e sagrado.
(p.s - perdoem erros eventuais. é limpo sem revisão)
sábado, 5 de dezembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
"ONDE É O LAR?
Ainda há muitos de nós que não podemos nos lembrar de quem somos. Nós temos usado nossos corpos terrenos por tantos éons que acreditamos que somos apenas físicos e que somos limitados a essas formas de barro até “morrermos”.
De acordo com a lei do livre arbítrio, enquanto nós escolhermos acreditar na ilusão de limitação e separação da terceira dimensão, essa é a nossa única experiência “consciente”.
Quando a realidade de nosso eu dimensionalmente superior tornou-se “inconsciente”, nós esquecemos que a Terra era uma sala de aula. Nós nos esquecemos de que viemos para cá para aprender como sermos criadores conscientes através do processo de experiências tridimensionais.
Entretanto, apesar de perdermos a lembrança de nosso verdadeiro eu e a razão para vir a este planeta, nós mantemos nossos poderes dimensionalmente superiores de manifestação, pelo menos por um tempo.
Todas as manifestações começam como uma trajetória circular que no final retorna ao emissor. Portanto, era perigoso usar nosso poder dimensionalmente superior a partir de apenas uma consciência tridimensional, pois nós não conservávamos a sabedoria superior e o amor para equilibrar nosso poder.
Felizmente, assim que usamos mal nosso poder, nós começamos a perdê-lo.
Então nós realmente éramos “apenas físicos”!
Como a consciência coletiva da Terra continuou a cair, nós mergulhamos cada vez mais profundamente no esquecimento. Antes de percebermos, nós estávamos emaranhados nas ilusões do planeta Terra.
Até que a Consciência Coletiva da Terra novamente tivesse se elevado para um nível em que seria possível reconhecer mensagens de dimensões superiores, seria difícil para nós retornarmos ao conhecimento de nosso verdadeiro EU Multidimensional.
A Terra caiu no medo e na superstição que a maioria das comunicações entre seres dimensionalmente superiores e aqueles na Terra foram imensamente mal entendidas ou distorcidas.
Então nós esperamos!
Às vezes nós odiávamos a espera e às vezes nós a amávamos. Nós aprendemos que se nos esquecêssemos de nosso Lar dimensionalmente superior e a parte de nós que reside nele, nós não estaríamos tão sozinhos.
Portanto, a maioria de nós esqueceu. Até…
Quando nós menos esperaríamos, como se num sonho, nós lembraríamos algo – um sentimento, uma imagem rápida, uma determinada cor, ou um som.
Então ficaríamos muito, muito solitários. Nós queríamos ir para Casa. Mas não podíamos nos lembrar de onde era o Lar. Apenas sabíamos que não era aqui. Apenas sabíamos que não nos encaixávamos e nós não queríamos!
E então esquecemos. Esquecemos o nosso EU, então esquecemos a nossa Missão.
Mas então tivemos: O SONHO
Eu olhei para o glorioso ser flutuando bem na minha frente. Sua luz encheu o quarto inteiro com uma radiação cálida.
“Quem é você?” eu perguntei dentro do meu coração.
“Eu sou você, Amada”, foi a resposta inesperada.
Eu não entendi o que o lindo ser tinha dito. Eu não era gloriosa. Eu não podia flutuar no ar como o ser na minha frente fazia, e definitivamente eu não tinha luz suficiente para encher o quarto inteiro.
Eu simplesmente era uma pessoa comum com uma vida comum. Alguns dias eu me sentia bem, até em paz, mas alguns dias, eu me sentia mal, até atormentada. Eu fazia meu trabalho e também eu podia e tentava pagar minhas contas em dia.
Eu era uma boa cidadã. Eu tinha uma família que eu amava e amigos que se importavam comigo. Entretanto, às vezes, eu estava assustada, aborrecida ou triste.
Não, eu não era especial. Eu era apenas comum.
“Ah, mas querida”, o ser interrompeu meus pensamentos, “apenas comum É especial”.
“O quê?” eu respondi com uma voz zangada e desrespeitosa. Rapidamente cobri minha boca e murmurei uma desculpa.
“Não precisa se desculpar comigo, minha querida. Eu sou você!”
“Não, eu sinto muito”, eu respondi, praticamente para mim. “Eu não posso acreditar nisso. Eu não posso aceitar isso. Se eu fosse você, então por que eu ia querer ser eu?”
“Eu me orgulho muito de ser você. Eu me orgulho muito de como você tem mantido sua vida sob circunstâncias difíceis. A vida no plano físico pode ser e normalmente é desafiadora. E você/eu tem mantido um coração que ama.”
“Um coração que ama?”
“Sim, e uma mente que pensa. Nós, isto é, você e eu juntas, temos mantido nosso laço, nossa promessa de continuar nosso EU em face das muitas tentações que poderiam nos tirar de “ser especial” e nos colocar no ser comum.”
“Bem, sim”, eu respondi enquanto coçava meu queixo. “Eu preciso dizer que há um milhão de tentações, desde escolher andar para o cesto de reciclagem até se lembrar de pensar antes de falar. Eu acho que eu tento, na maior parte do tempo, ser a melhor pessoa que eu posso ser.”
“Sim, e o tempo todo, você é especial. Você é especial não somente porque você tenta fazer o seu melhor, mas porque você tem escolhido deixar a forma que você vê perante você/eu/nós e entrar em uma experiência de vida física”.
Agora eu estava confusa. Eu não me lembrava de ter feito essa escolha. Na verdade, se eu pudesse escolher, eu instantaneamente me tornaria o ser glorioso na minha frente.
“Tem certeza?” respondeu o ser lendo os meus pensamentos. “E a sua família, seus amigos, seu trabalho, seu planeta? Você não sentiria falta deles?”
“Bem, sim, sentiria. Sentiria muita falta de todos eles. Mas, se eu também sou um ser como você, então eles também precisam ter uma parte deles que é como você. Eles não têm?”
“Com toda certeza”, respondeu o ser com um sorriso tão brilhante que a irradiação se estendeu para além das paredes do quarto até que não havia mais paredes e nem chão.
Havia somente luz.
No início estava um pouco assustada. Ficar no meio de uma luz chamejante não era uma ocorrência “normal”.
O ser sorriu gentilmente, “não se preocupe, o quarto ao seu redor, na verdade, todo o seu mundo físico, ainda existe. Entretanto, sua atenção agora está no meu mundo, que é de uma vibração mais alta”.
“Siga-me”, disse o ser. “Há uma coisa que eu gostaria que você visse.”
O ser me encaminhou para uma porta que pareceu surgir do nada. Ela se abriu totalmente quando nos aproximamos dela. O ser passou pela porta e acenou para que eu o seguisse.
Levou um momento para minha visão clarear, mas então eu vi!
Na minha frente estava uma visão da minha casa, minha família e meus amigos reunidos numa comunhão amistosa, exceto que tudo e todos estavam emanando luz radiante. Todos eles se voltaram para mim e sorriram. Seus sorrisos iluminaram ainda mais o quarto.
“Você trouxe sua consciência física para compartilhar conosco”, eles disseram em uma só voz.
“Estamos tentando trazer nossa consciência física para cá também. Não seria lindo se todos nós pudéssemos nos encontrar aqui, físico com espiritual, e então retornar à Terra?”
“Pense nisso! Consegue imaginar o impacto que faria se pudéssemos unir as nossas essências espirituais e físicas para criar um fluxo contínuo do Espírito para a Matéria?”
“Devo estar sonhando”, eu pensei em voz alta. Fui beliscar meu braço, mas ele parecia diferente. Ele não era sólido.
Eu era mais como uma nuvem, uma nuvem dourada. Minhas mãos estavam radiantes como as do ser glorioso. Olhei ao redor para perguntar ao ser o que acontecera e descobri que ele tinha ido embora.
“Não”, respondeu a voz do ser de dentro de meu coração e mente. “Eu não fui embora. Eu estou dentro de você.
Agora, por favor, leve-me para seu mundo físico e não se esqueça de que eu sou você – dentro.”
Sentei-me na cama com um sobressalto. Meu corpo estava encharcado de suor e meu companheiro estava dormindo ao meu lado.
“Afinal foi apenas um sonho”, eu pensei.
“Ah, mas um sonho glorioso!” veio a voz interior agora familiar.
Felizmente, ela ainda estava respondendo a todos os meus pensamentos."
Suzanne Lee
Ainda há muitos de nós que não podemos nos lembrar de quem somos. Nós temos usado nossos corpos terrenos por tantos éons que acreditamos que somos apenas físicos e que somos limitados a essas formas de barro até “morrermos”.
De acordo com a lei do livre arbítrio, enquanto nós escolhermos acreditar na ilusão de limitação e separação da terceira dimensão, essa é a nossa única experiência “consciente”.
Quando a realidade de nosso eu dimensionalmente superior tornou-se “inconsciente”, nós esquecemos que a Terra era uma sala de aula. Nós nos esquecemos de que viemos para cá para aprender como sermos criadores conscientes através do processo de experiências tridimensionais.
Entretanto, apesar de perdermos a lembrança de nosso verdadeiro eu e a razão para vir a este planeta, nós mantemos nossos poderes dimensionalmente superiores de manifestação, pelo menos por um tempo.
Todas as manifestações começam como uma trajetória circular que no final retorna ao emissor. Portanto, era perigoso usar nosso poder dimensionalmente superior a partir de apenas uma consciência tridimensional, pois nós não conservávamos a sabedoria superior e o amor para equilibrar nosso poder.
Felizmente, assim que usamos mal nosso poder, nós começamos a perdê-lo.
Então nós realmente éramos “apenas físicos”!
Como a consciência coletiva da Terra continuou a cair, nós mergulhamos cada vez mais profundamente no esquecimento. Antes de percebermos, nós estávamos emaranhados nas ilusões do planeta Terra.
Até que a Consciência Coletiva da Terra novamente tivesse se elevado para um nível em que seria possível reconhecer mensagens de dimensões superiores, seria difícil para nós retornarmos ao conhecimento de nosso verdadeiro EU Multidimensional.
A Terra caiu no medo e na superstição que a maioria das comunicações entre seres dimensionalmente superiores e aqueles na Terra foram imensamente mal entendidas ou distorcidas.
Então nós esperamos!
Às vezes nós odiávamos a espera e às vezes nós a amávamos. Nós aprendemos que se nos esquecêssemos de nosso Lar dimensionalmente superior e a parte de nós que reside nele, nós não estaríamos tão sozinhos.
Portanto, a maioria de nós esqueceu. Até…
Quando nós menos esperaríamos, como se num sonho, nós lembraríamos algo – um sentimento, uma imagem rápida, uma determinada cor, ou um som.
Então ficaríamos muito, muito solitários. Nós queríamos ir para Casa. Mas não podíamos nos lembrar de onde era o Lar. Apenas sabíamos que não era aqui. Apenas sabíamos que não nos encaixávamos e nós não queríamos!
E então esquecemos. Esquecemos o nosso EU, então esquecemos a nossa Missão.
Mas então tivemos: O SONHO
Eu olhei para o glorioso ser flutuando bem na minha frente. Sua luz encheu o quarto inteiro com uma radiação cálida.
“Quem é você?” eu perguntei dentro do meu coração.
“Eu sou você, Amada”, foi a resposta inesperada.
Eu não entendi o que o lindo ser tinha dito. Eu não era gloriosa. Eu não podia flutuar no ar como o ser na minha frente fazia, e definitivamente eu não tinha luz suficiente para encher o quarto inteiro.
Eu simplesmente era uma pessoa comum com uma vida comum. Alguns dias eu me sentia bem, até em paz, mas alguns dias, eu me sentia mal, até atormentada. Eu fazia meu trabalho e também eu podia e tentava pagar minhas contas em dia.
Eu era uma boa cidadã. Eu tinha uma família que eu amava e amigos que se importavam comigo. Entretanto, às vezes, eu estava assustada, aborrecida ou triste.
Não, eu não era especial. Eu era apenas comum.
“Ah, mas querida”, o ser interrompeu meus pensamentos, “apenas comum É especial”.
“O quê?” eu respondi com uma voz zangada e desrespeitosa. Rapidamente cobri minha boca e murmurei uma desculpa.
“Não precisa se desculpar comigo, minha querida. Eu sou você!”
“Não, eu sinto muito”, eu respondi, praticamente para mim. “Eu não posso acreditar nisso. Eu não posso aceitar isso. Se eu fosse você, então por que eu ia querer ser eu?”
“Eu me orgulho muito de ser você. Eu me orgulho muito de como você tem mantido sua vida sob circunstâncias difíceis. A vida no plano físico pode ser e normalmente é desafiadora. E você/eu tem mantido um coração que ama.”
“Um coração que ama?”
“Sim, e uma mente que pensa. Nós, isto é, você e eu juntas, temos mantido nosso laço, nossa promessa de continuar nosso EU em face das muitas tentações que poderiam nos tirar de “ser especial” e nos colocar no ser comum.”
“Bem, sim”, eu respondi enquanto coçava meu queixo. “Eu preciso dizer que há um milhão de tentações, desde escolher andar para o cesto de reciclagem até se lembrar de pensar antes de falar. Eu acho que eu tento, na maior parte do tempo, ser a melhor pessoa que eu posso ser.”
“Sim, e o tempo todo, você é especial. Você é especial não somente porque você tenta fazer o seu melhor, mas porque você tem escolhido deixar a forma que você vê perante você/eu/nós e entrar em uma experiência de vida física”.
Agora eu estava confusa. Eu não me lembrava de ter feito essa escolha. Na verdade, se eu pudesse escolher, eu instantaneamente me tornaria o ser glorioso na minha frente.
“Tem certeza?” respondeu o ser lendo os meus pensamentos. “E a sua família, seus amigos, seu trabalho, seu planeta? Você não sentiria falta deles?”
“Bem, sim, sentiria. Sentiria muita falta de todos eles. Mas, se eu também sou um ser como você, então eles também precisam ter uma parte deles que é como você. Eles não têm?”
“Com toda certeza”, respondeu o ser com um sorriso tão brilhante que a irradiação se estendeu para além das paredes do quarto até que não havia mais paredes e nem chão.
Havia somente luz.
No início estava um pouco assustada. Ficar no meio de uma luz chamejante não era uma ocorrência “normal”.
O ser sorriu gentilmente, “não se preocupe, o quarto ao seu redor, na verdade, todo o seu mundo físico, ainda existe. Entretanto, sua atenção agora está no meu mundo, que é de uma vibração mais alta”.
“Siga-me”, disse o ser. “Há uma coisa que eu gostaria que você visse.”
O ser me encaminhou para uma porta que pareceu surgir do nada. Ela se abriu totalmente quando nos aproximamos dela. O ser passou pela porta e acenou para que eu o seguisse.
Levou um momento para minha visão clarear, mas então eu vi!
Na minha frente estava uma visão da minha casa, minha família e meus amigos reunidos numa comunhão amistosa, exceto que tudo e todos estavam emanando luz radiante. Todos eles se voltaram para mim e sorriram. Seus sorrisos iluminaram ainda mais o quarto.
“Você trouxe sua consciência física para compartilhar conosco”, eles disseram em uma só voz.
“Estamos tentando trazer nossa consciência física para cá também. Não seria lindo se todos nós pudéssemos nos encontrar aqui, físico com espiritual, e então retornar à Terra?”
“Pense nisso! Consegue imaginar o impacto que faria se pudéssemos unir as nossas essências espirituais e físicas para criar um fluxo contínuo do Espírito para a Matéria?”
“Devo estar sonhando”, eu pensei em voz alta. Fui beliscar meu braço, mas ele parecia diferente. Ele não era sólido.
Eu era mais como uma nuvem, uma nuvem dourada. Minhas mãos estavam radiantes como as do ser glorioso. Olhei ao redor para perguntar ao ser o que acontecera e descobri que ele tinha ido embora.
“Não”, respondeu a voz do ser de dentro de meu coração e mente. “Eu não fui embora. Eu estou dentro de você.
Agora, por favor, leve-me para seu mundo físico e não se esqueça de que eu sou você – dentro.”
Sentei-me na cama com um sobressalto. Meu corpo estava encharcado de suor e meu companheiro estava dormindo ao meu lado.
“Afinal foi apenas um sonho”, eu pensei.
“Ah, mas um sonho glorioso!” veio a voz interior agora familiar.
Felizmente, ela ainda estava respondendo a todos os meus pensamentos."
Suzanne Lee
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