sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Compasso

Acredito que tudo o que eu queria hoje era ficar "sola"... sozinha com meus pensamentos e sorrisos. Ficar sozinha curtindo a experiência que sou. Sentir cada respiração e reparar em cada pontinha de maravilha de mim mesma .
Tudo o que eu desejava hoje, era que o tempo parasse... que eu aqui ficasse. Só queria apreciar os pequenos detalhes que me fizeram estar aqui hoje. Observando o quão sortuda tenho sido. E quantos presentes tenho recebido.
Tudo o que eu queria... era aproveitar cada vez mais minha individualidade e seguir sempre dançando no compasso da vida...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O sorriso

Conheço esse olhar
voltou a ser radiante
e de repente está sorrindo sozinha
Uma frase de efeito e um palpitar
Uma alegria de reconhecer algo novo
a esperança de despertar de novo
Por muito tempo sem acreditar que era possível
Então se fez, do nada. do imprevisível
e do universo surgiu
Conheonheço a incerteza de ir ou ficar
A cada ço esse suspiro de agonia pela dúvida
e recdia mais forte, mais humana, e agora mais feliz
As longas noites foram preenchidas
O vazio finalmente foi embora
E você sorri quando abre a porta
Sorri quando fica em silêncio
E brilha
Sua voz brilha, seu andar brilha
Conheço esse sentimento
Conheço que pode começar de novo
E que seu sorriso ficou preso na sua alma novamente
De repente...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fim de ano

Agora chega a época de ficar agradecendo pelas coisas que tivemos nos ano. E até o Facebook já está fazendo retrospectivas. Cabe a mim fazê-lo também. Não apenas para ver o que eu vivi e relembrar com um sorriso. Mas para aprender com o que o mundo fez.
O ano de 2012 foi talvez, o ano mais marcante da minha vida. Foi um ano em que era escolher ou escolher. Comecei o ano como uma pirralha, e talvez ainda continue uma. Mas posso dizer uma pirralha mais consciente.
Durante todos os anos, inúmeras pessoas vem e vão na nossa vida, e de acordo com a velha história, é nosso dever decidir se elas ficam ou se vão, e como ficam e como vão. São os relacionamentos que movimentam nossos dias e consequentemente nossos anos.
Acredito que talvez, esse tenho sido um ano marcado pelas verdades, pela clareza. Ver o que está a sua frente e não fingir que não vê. Resumindo foi o ano de tirar a venda dos olhos.
Aprendi que tudo o que vemos não é realmente tudo o que vemos. Sempre existe mais. Todos nós sempre temos mais do que aquilo que todos podem ver. Assim,vi esse ano que todas as almas que caminham ao meu lado possuem tantas peculiaridades que não caberiam em um livro. Cada uma tem sua história e aprendi que julgar cada um apenas pelo o que vemos, é uma forma ridiculamente ineficaz de conhecer o próximo.
Tive um ano abençoado, podendo caminhar com inúmeras pessoas. Algumas por pouco tempo, outras pelo ano todo. E com elas aprendi que união é uma coisa que poucos entendem, e dos que entendem, muitos não praticam.
Nesse ano, aprendi a diferenciar e a escolher o que é certo do que é fácil. Nem sempre a melhor alternativa que se põe a nossa frente é a mais simples ou menos dolorosa, mas é sem dúvidas a mais importante. E a que nos leva a caminhos que nunca imaginamos um dia trilhar.
Aprendi que o amor aparece em momentos que ninguém imaginava e dos relacionamentos menos improváveis. Ninguém sabe quando vai encontrar o amor de sua vida no aniversário da amiga, rs.
Entendi que coragem está casada com a força. E que nada se torna impossível para aqueles que querem chegar a algum lugar. Assim, você supera metas e acaba sendo o preferido do seu chefe e é reconhecido por isso.
Tive a oportunidade de vivenciar esse ano, que ás vezes, tudo o que o mundo precisa é de alguém que levante e lhes diga que não pode ser desse jeito, alguém que os incentive a reconhecer sua força para lutar por algo. E depois ver o resultado positivo. O mundo sempre precisará de alguém para se levantar primeiro.
Reconheci que alguns laços superam tempo e espaço e não morrem. E descobri que pessoas que você acredita que não se preocupam com você, acabam cuidando do seu bem-estar todos os dias. Independente de como ou onde. Ela sempre está lá, mesmo depois de séculos de histórias.
Esse ano vi pessoas recomeçarem e se tornarem tão felizes, talvez mais do que um dia imaginaram. Afinal, seu companheiro de ônibus pode se tornar o seu melhor amigo e amante. E recomeçar e amar alguém diferente é um dádiva enorme.
Esse ano também vi que algumas almas mais vividas, anseiam para que as almas jovens se rebelem e lutem por tudo o que acreditam. Vi que desejam que os brasileiros não se esqueçam que um dia existiu os “caras-pintadas”.
Vi mulheres fortes chorando desamparadas. E vi elas renascerem das cinzas como uma fênix. E mais livres e soltas hoje vivem. Sempre mais felizes.
Vi pais perdendo seus filhos e aceitando depois de dolorosas lágrimas que eles estão em um lugar especial.
Vi o mundo lutando. Vi inúmeras causas se iniciarem em todas as partes do planeta. Lutas pequenas e de um valor sem igual.
E hoje, nesse final de 2012, vejo que uma nova era está nascendo entre nós. Que a liberdade de pensar o que é certo e fazer o que é certo, está se apoderando das nossas células como um câncer. E está nos transformando por inteiro.
Vi que não importa como, quem quer sempre consegue arrumar uma maneira de ser mais. De ter mais e dar mais. Passando por barreiras, ouvindo não, escutando todo mundo dizer que é impossível e mesmo assim, vão lá e fazem. E dão o melhor.
A todas essas almas aqui nesse pequeno, porém imenso planeta, um agradecimento especial, por tudo o que estão fazendo. Por tudo o que me mostram ser possível. E um pedido: jamais desistam de fazer cada ano melhor.
Porque na minha opinião, meu ano não se resume ao o que EU fiz. Mas há tudo o que eu vi. E a tudo que aprendemos. Meu ano seria patético se não tivesse tantas pessoas iluminadas na minha vida.
E digo obrigada ao Mestre por acreditar em todos nós. Obrigada.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Boa noite! Não escrevi nada hoje... mas vou compartilhar a música que estou escutando pela quarta vez.

Bom início de semana!

www.youtube.com/watch?v=qRXP0Whtlgg


Desculpem... agora que vi que o link não tinha ido... hauhuaha


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

cuidados

Insinuações incoerentes
Dislexia para entender informações
Promessas de que tudo melhora
Nos desejos de uma flor viva
Nas cantigas sob uma árvore
A incapacidade das relações aumenta minuto á minuto
As vontades se afastam
As incertezas se aproximam
O "tanto faz" começa a montar o acampamento
E as promessas de um dia mais florido continuam
até quando ficaremos com a ideia na cabeça de que palavras são suficientes?
quando tudo o que esperamos são atos
E mais boa vontade
Até quando precisa-se dizer o que é
Na esperança de que o outro entenda o quão simples funciona
O egoísmo das massas
Nos preocupamos com os vizinhos do outro lado do mundo
Quando nem ligamos para o bem-estar de quem deu tudo para caminhar conosco
Nos comprometemos a administrar ideias grandes
E esquecemos das pequenas promessas que fizemos
Dizemos que faríamos tudo
Quando não estamos dispostos a levantar a pedra
Pensamos o que poderia estar acontecendo
Duvidamos
Quando podíamos apenas estar mais ali
para evitar que pensamentos fracos se apoderem das mentes de quem amamos
Fingimos que não compreendemos
Nos passamos por tolos
Na esperança vã e baixa de estar fazendo algo frutífero
Tão tolos são as almas dos homens que não aprenderam a cultivar os minutos
Tão fracos os desejos daqueles que acham que apenas merecem cobrar
Sem nada a oferecer
E ainda assim, nos sentimos dignos de falar de verdadeiro amor e felicidade
Quando ao invés de falar deveríamos viver e sentir
Sentir mostrando mais boa vontade
Amar com os olhos
Não duvidar de quem te quer bem.
Trocar o "tanto faz" pelo "Podemos fazer diferente"
Se tornar íntegro
Deixar ser espontâneo
Não fazer parecer uma obrigação
Desse modo, provavelmente, entenderemos como é amar
E que amar é a única coisa que precisamos
É o que nos faz bem
É a única coisa que preenche a alma
Quando achamos que não temos outra escolha.


domingo, 18 de novembro de 2012

Finais de tarde

Não são nem 6 pm no lugar que você está agora
E todo essa distância nos separando
E todo esse mundo girando contra nós
A semana foi difícil eu sei
Exausto de todas aquelas coisas
Ainda pensa em mim nos finais da tarde?
Depois de tudo o que vimos
E todos os adeus que tivemos que dizer
Todas as milhas que corremos.
Depois de todos os sonhos que construímos
Voltamos ao mesmo lugar
Ao ponto de partida, onde um dia gritamos que nunca mais iríamos voltar
Ás vezes as lágrimas caem, lembrando das tardes quentes ao sol
E eu confesso que muitas vezes eu daria tudo para voltar
Mas sempre que estou quase retornando
Eu penso se ainda pensa em mim nos finais de tarde.
Naqueles dias cansados após o trabalho.
Naqueles longos sorrisos de olá
Após longas conversas chatas
Eu adoraria que você ainda pensasse em mim.
Eu daria tudo para poder voltar
E dizer o quanto eu pensava em você
E diria tudo o que eu realmente teria dado
Para ter você
Sempre aos meus olhos
E lhe diria tudo o que dei
E confessaria que ainda imagino que você pensa nos finais de tarde em mim.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O ponto de vista de um pessimista

Eu tava sentado no banco imundo da praça. Aquelas pombas fazendo os barulhos estranhos com umas velhinhas que achavam engraçado aqueles bichos comerem. Euforia ridiculamente velha e estúpida. Tinha acabado de perder meu ex-maldito emprego. E o sol estava torrando a minha testa. Eu escutava o barulho dos carros e me lembrava de como havia sido tolo ao acreditar que a minha ex-esposa iria querer um divórcio fácil.

E agora, lá estava eu, num banco imundo, com a testa torrada, o cigarro aceso na mão, desempregado e sem um tostão no bolso. O advogado dela não deu a menor chance. Eu era um vagabundo. Teria sorte se quando voltasse para casa ela ainda estivesse lá. E com toda essa violência teria sorte se conseguisse voltar. Caminhei pela praça torcendo para nenhuma pomba fazer merda na minha cabeça. Fui para onde havia estacionado o carro e ele não estava lá. Ou roubaram ou guincharam. Não seria a primeira vez que aconteceria. Esse mundo estava sem juízo, sem jeito, sem coragem. Eu mesmo estava sem juízo perfeito, sem jeito e coragem de seguir a vida em frente, e isso não é algo que se encontre na feira para comprar. E assim, eu entendia aquele patético pequeno mundo.


Peguei o ônibus. Lotado. Só tinha gente emburrada, feia, cansada e suada. Era reclamação para todos os lados: " o governo isso...", "meu salário aquilo...", "imposto daquele...", "filhos que fazem disso...". Pessoas arrogantes. Ao menos vocês tem do que derramar. Acabei de usar provavelmente os últimos centavos para subir naquele ônibus e estava indo para uma casa que eu não sabia até quando seria minha. Ora, e nem era motivo para me olhar torto só porque eu estava de terno num ônibus cheio de gente fedida, cansada no final do dia. Cansada da semana. A maioria escolhe a sexta-feira para demitir os funcionários. Ainda não entendi o porque. Mas até onde sei todo mundo sabe...

Aquele ônibus era um sobe e desce medonho. Um para e arranca dos deuses. Deus me acuda se eu conseguir chegar em casa ainda hoje. Com todo esse para e vai, deve estar poluindo três planetas Terra. Não me admira que eu ainda esteja vivo, se estivesse lá fora estaria respirando a fumaça desse ônibus velho e o cheiro dessa gente cansada. É... Se eu estivesse lá fora agora, seria um moribundo, divorciado, desempregado cheirando fumaça e gente.

Estaria melhor se tivesse um cão. Mas ainda teria que limpar as merdas que ele faz, e ter que comprar comida. E se eu não tivesse desempregado, deixaria de fazer mais coisas para comprar coisas para o maldito cachorro que graças a Deus eu não tenho. Ração, é vacina, mais ração, vacina, móveis e sapatos destroçados. E com esses impostos...

Então, seria melhor ter um filho. Não, não seria. Mas eu primeiro teria que ter uma mulher, que agora, não tenho. Uma casa, que não sei até quando será minha. E se eu tivesse um filho gastaria muito dinheiro com ele e com a maldita da minha ex-esposa que me levou tudo o que tenho. E então, estaria lá fora sendo um vagabundo, desempregado, divorciado pai de um filho sem um puto no bolso cheirando a fumaça nojenta desse maldito ônibus.

Acho que seria bom eu viajar. Mas se eu tivesse dinheiro, porque estou desempregado e minha ex-esposa vai levar até o que eu não tenho. Não tenho um puto no bolso nem para mais um passagem num maldito ônibus.

Acho que então eu deveria morar com meus pais. Mas se eu morasse com eles teria que dar satisfações novamente e explicar porque a minha ex-esposa me deixou e porque meu chefe me despediu numa sexta feira e porque cargas não achei meu carro para voltar para casa. Isso se eu ainda tiver casa.

Acho que vou me matar... Aí sim, se eu me matar talvez eu ainda descole o meu seguro de vida. Ah, mas não! Minha ex-esposa vai ficar com ele. Vai curtir minha grana com o sacana do meu chefe e resmungar para ele que eu era muito resmungão e pessimista.

Nunca tive sorte com as mulheres, elas sempre achavam que eu reclamava demais. Mas eu não reclamo... Só falo a verdade, eu nunca tive sorte com uma mulher que me amasse de verdade. Mas se eu tivesse tido a sorte estaria muito mais ferrado do que agora, porque estaria sem dinheiro, sem carro, mulher, casa e sem vontade de fazer nada. Com provavelmente um cão e um filho babando nas minhas coxas e sem um lugar para ficar.

Acho que prefiro ficar na merda sozinho do que estar na merda com uma mulher como a minha péssima ex-esposa. Porque é óbvio, que eu não acho defeito em nada e não reclamo da minha ridícula pequena, falha vida.

É isso... fico nessa merda sozinho.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

fé inabalável

Vagando por pensamentos percebi no que você se transformou.
Todas as crenças e toda a fé que você depositava nela
Lhe fizeram tão fraco, tão sofrido e derrotado.
Buscando encontrar um sorriso verdadeiro que nunca irá vir.
Buscando encontrar um coração que sempre lhe diga "Olá"
Desejando apenas alguém que nunca vá.

Sua fé lhe deu força e lhe arrebentou por dentro
A contradição em sua mente acaba invadindo seu coração
Você acredita que ainda seja possível
E busca essa possibilidade
Mas duvida que exista alguém que possa compartilhar isso
Ser sincero quanto a isso

Vagando por pensamentos percebi o quanto ela lhe fez feliz
e o mudou
Olhos brilhantes como o luar numa noite de primavera
Cálidos e tristes vagam hoje, nessa nevasca de inverno

Você ainda espera um "olá"
Mas não arrisca mais tentar
Completa seu coração com ocupações vãs
e mente diariamente para si mesmo
dizendo que um dia tudo vai mudar

Não aprendeu o quanto o amor pode destruir e ao mesmo tempo ensinar?
Ela devia ter te feito forte querido
Deveria ter lhe mostrado o caminho
as percepções por ter que deixar
Os sorrisos por apenas, manter
Intacto uma risada numa noite quieta perto do lago

Você deveria ter sido forte querido
Não deveria ter se entregado na angústia da dúvida de que não existe alguém que vale a pena

Basta apenas deixar de tentar procurar
Ela sabia que sempre estava do seu lado
Ela libertou sua alma para que você pudesse enxergar
Não deixe que sua descrença nas pessoas abale a sua fé.

Fique firme, fique sóbrio, fique sorrindo.
Porque a cada minuto da sua vida que aproveita
realmente desejando e acreditando e buscando
Algo que hoje acha ser impossível
Cada segundo desse é sagrado.
E você então... Se transforma.