domingo, 5 de agosto de 2018

Tempo

Há algum tempo citei parte do livro de uma escritora que gosto muito. Ela (Diana) comparava o tempo com Deus, afinal o tempo cura tudo e nada como o tempo para mostrar nosso caminho; e completava: "[...]se o Tempo é de alguma forma semelhante a Deus, imagino que a Memória deva ser o Diabo."


O tempo realmente cura tudo, não existe algo que ele não levante ou não derrube. Por vezes, podemos nos comparar com o tempo. Não em divindade, afinal estamos longe disso, mas em destruir e reconstruir. Em alguns momentos, naqueles em que achamos que encontramos aquela pessoa que fará nossa vida ter sentido e então somos empurrados de um abismo. E nada mais parece estar no lugar certo. Mesmo que muitos anos passem, simplesmente não parecem suficientes para fazer apagar as memórias do que achávamos que seríamos. "Memórias devem ser o Diabo". Principalmente quando são memórias de alguém que queremos esquecer. Elas permanecem lá, persistindo, alfinetando, aparecendo nos momentos menos propícios. E o tempo parece não tomar providência para resolver isso.

Mas o Tempo é sábio e quando menos nos damos conta, tudo já foi. "Do pó ao pó." Tudo se resolve nessa vida. E mesmo que pareça que nada está certo, ou no lugar, que nosso mundo foi despedaçado, algo novo acontece. E você se dá conta de que tudo o que aconteceu, foi para o bem. A única coisa que precisamos fazer é dar uma olhadinha pelo vidro da porta e abri-la. Nunca sabemos o que o Tempo está guardando para nós na próxima esquina. Mesmo que tudo pareça sem sentido agora, mesmo que as memórias te assombrem, não desista. Tudo se transforma nessa vida.