sábado, 28 de julho de 2012

Vestígios


Salve, salve galera!

Andei muito ocupada nos últimos dias e quase não consegui escrever mais nada. Então, resolvi postar aqui uma pequena nota escrita num pedaço de papel há algumas horas atrás. Então, aqui está:



Caminhar pela casa hoje não foi algo comum. Há alguns dias atrás era algo banal e completamente fácil. Hoje não. Hoje foi completamente diferente. Nem parece que há três dias atrás estava tudo tão calmo e tranquilo.

Sabe? Hoje a chuva continuou caindo. O tempo realmente começou a se fechar três dias atrás. Agora, realmente parece inverno. E a chuva ainda cai lá fora.

Você lembra do som? Ainda consegue escutar o barulho da chuva mansa caindo na manhã preguiçosa de domingo, enquanto aqui dentro era quente?

Hoje, não havia mais vestígio de calor. Mas as taças de vinho continuavam lá, no balcão, no lugar em que estavam três dias atrás.

A mala cinza com as roupas de viagem e os grãos de areia continua no chão. Os papéis com desenhos ainda não foram emoldurados. E o buraco presente ao lado aumenta quando chega a meia noite.

Vestígios fazem com que eu lembre do inverno quente e de que um dia, aqui, você estava presente. Três dias se passam trazendo uma sensação de vazio.

Mas os vestígios e o barulho da chuva não duram para sempre. É só dar tempo ao tempo, eu sei que um dia o inverno sempre acaba.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tic Tac

Tic Tac...

Tic Tac...


A cada segundo que passa, a cada minuto que se completa mais distante você fica de mim.
O tempo está correndo depressa, e eu nunca desejei com tanta força que ele parasse. Um mês não seria suficiente. E um ano seria menos ainda.
Os segundos passam enquanto escrevo essa pequena memória. Porque é com o que mais se parece. É uma memória desse momento. É o que estamos vivendo a cada segundo aqui e agora. E quando chegar a hora milhões de anos luz não serão suficientes para romper algumas memórias.

A falta das palavras ou do som das risadas será a minha companhia depois. Mas não será do modo que você é agora, em frente a mim, concentrada, pensando em como fazer algo ficar bom. Os olhos tristes algumas vezes, risonhos e felizes em outras. Tanta coisa eles trazem, e sentirei falta quando a noite cair lá fora e eu estiver sozinho na mesa com uma caneca de chá.

A lembrança da voz adoçará minhas memórias enquanto eu estiver longe. Enquanto não puder lhe fazer sorrir.

Cada segundo que passa é tão precioso e único que aproveitamos o hoje da melhor maneira possível. Tentando guardar tudo o que pudermos na memórias. Fotografar cada detalhe nas expressões do rosto, cada palavra dita, cada olhar significativo. Tudo isso, eu sei, se tornará o maior tesouro que possuirei dentro de alguns dias.

É tudo tão novo, tão simples e tão real. Que as memórias farão eu me lembrar que um dia estive vivo, num lugar distante, numa terra desconhecida. As memórias farão eu me lembrar de todos os gestos e sorrisos que presenciei e arranquei no seu rosto. E quando eu dormir à noite, continuarei sentido que estou aninhado mais uma fez no calor dos seus braços.

E por tudo isso, por tudo isso que tenho nesse momento. Eu desejo que o tempo pare. Que eu possa viver eternamente nesse momento com você. Todos os minutos que ainda tenho não serão suficientes. Então, que eu comece a guardar em meus pensamento, todas as cores e expressões que vejo no seu rosto agora.

Isso fará o tempo parar. Isso continuará eternamente nas minha lembranças.

E então já não posso escutar mais, o tic tac.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Lá fora

E as coisas estão mudando. Nem sempre mudam no jeito que gostaríamos, mas mudam. Você acaba tirando um pé da estrada, ou colocando os dois nela, na ânsia de fazer algo diferente para obter algo diferente. E você consegue. Você obtém a diferença. Ganha o novo. E o improvável. Mas nada é constante e fixo, tudo está em completo movimento e não para. E ai, as vezes sem que possamos evitar, as coisas mudam de novo. Para melhor, para pior. Ninguém pode dizer o que se tornará, nesse exato momento. Mas não depende apenas de nós. Nunca é só sobre nós. Você pode conhecer o que acontece na soma de 1+1. Você sabe o resultado, desde que aprendeu a contar balas. Ele sempre está lá. Pode estar de uma forma constante, aí você acrescenta mais 1, ou 2. Não importa. Sempre pode mudar na próxima esquina que você virar. Não dá para parar. Não é possível esperar sentado na cadeira olhando o mundo lá fora aqui parado, não é a melhor maneira de acompanhá-lo. É necessário estar ativo e lá fora, vivenciando junto com ele. Não dá para ter medo da mudança ou do resultado que você já conhece. Há sempre uma experiência muito maior por trás de cada ação feita. Só que as vezes somos pequenos demais para poder enxergar o que vem nos próximos quilômetros. Só não pode parar. É necessário continuar caminhando e fazendo alguma coisa, pequena ou grande. Não importa. Só importa se você mesmo vai se orgulhar de ter feito algo. Ou ter ficado sentado perto da janela vendo o mundo correr lá fora.